terça-feira, 11 de outubro de 2011

Reboque

Preciso de um Reboque

Muitas vezes, em determinadas circunstâncias da vida cotidiana de todos os dias, noites e madrugadas, precisamos de Alguém que nos socorra em nossas necessidades, ou de uma pessoa que carregue e compartilhe conosco os nossos problemas diários e noturnos, ou de um indivíduo que suporte as nossas dificuldades e conflitos do dia a dia, ou de um cidadão que nos ajude na hora do aperto, nos instantes de risco e nos momentos de perigo. Precisamos de um Reboque. Que resolva nossas necessidades e colabore conosco em nossas dependências. Às vezes esse Reboque é o pai de família que nos dá dinheiro para as compras no Supermercado, ou que leve os nossos filhos para a escola, ou encaminhe um amigo ou parente para a emergência de um hospital, ou que nos dê a mão quando o carro enguiça ou necessitamos de obras em nossa casa. Nesses intervalos, o Reboque sempre aparece para nos dar um socorro, nos levar uma ajuda ou carregar os nossos pesos pesados de cada dia e de toda noite. No incômodo da doença, lá está o Reboque fazendo alguma coisa por nós. É ele que nos ajuda a fazer o enterro de um familiar, coopera conosco quando surgem dívidas ou atrasam o aluguel ou o condomínio. Tem sempre um dinheiro para nos dar ou emprestar. Ele pode ser um primo da família, ou um amigo de diversos anos, ou uma namorada que gosta muito de nós, ou um colega de trabalho que entende nossas contrariedades e compreende nossas contradições quase sempre aparentemente sem solução, mas que com o Reboque sempre se encontra a resposta adequada, ou a saída para a interrogação, ou a solução para a questão. O Reboque é assim. Sempre pronto para nos ajudar. Sempre aliviando as nossas dores, socorrendo-nos no que for preciso, carregando nossos fardos e pesadelos de todo minuto e segundo. Todavia, quando o Reboque nos falta, ou desaparece de repente de nossa vista, ou evapora de nosso cotidiano, ou some de uma vez por todas de nossa realidade diária, então o mundo parece cair, tudo tem sintomas de acabar, todos se afligem, se desesperam e se amedrontam. Cadê o nosso Reboque ? Onde está a nossa tábua de salvação ? Onde se encontra a nossa providência para os casos de depressão e tristeza, de moléstia e enfermidade, de necessidades materiais e espirituais de todos os dias ? Pois é. Como nos faz falta um Reboque! Que, na vida, possamos ser Reboque para os outros. Porém, também nós precisamos de um Reboque de vez em quando ainda que possamos superar por nós mesmos todos os problemas que nos chegam, ou ultrapassar os limites da nossa natureza, ou vencer os contrários da nossa existência, ou transcender as fronteiras que quase continuamente as enfermidades nos impõem. Apesar de tudo, vale ser Reboque para os outros. Ficamos felizes ajudando as outras pessoas. Entretanto, que todos os que dependem de nós compreendam também as nossas fraquezas e dificuldades, e que saibam que não somos deuses nem seres eternos neste mundo em que vivemos. Um dia, a casa cai. Nossas forças desaparecem. E então precisamos de outros Reboques para nos substituir.
Que Deus nos dê essa graça.
Que nunca nos falte um Reboque durante a vida.
E que nós igualmente sejamos também Reboque para os outros.
Porque a vida é um Reboque.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Escola das Tartarugas

A Escola das Tartarugas

Muito real e atual hoje, a Escola das Tartarugas tem uma Pedagogia de ensino-aprendizagem baseada no cultivo do silêncio interior, na vivência da paciência diante do sofrimento e na experiência original de fazer do movimento físico, mental e espiritual o fundamento de um comportamento saudável e de bem com a vida, o que traduz, todos esses 3 segmentos da vida moderna, a necessidade do mundo contemporâneo em resolver os seus problemas cotidianos imediatos, perante pois o barulho das sociedades aqui e agora, os limites das doenças e as fronteiras das enfermidades que nos perseguem no momento presente e a tendência de vida sedentária que atormenta hoje muitas pessoas sobretudo os idosos e mais velhos, condicionando de certa maneira algumas moléstias características da ausência de mobilidade tais como o AVC(Acidente Vascular Cerebral), a hipertensão arterial, a má circulação sanguínea, transtornos no coração e demais órgãos, sistemas e aparelhos do corpo humano.
De fato, com o silêncio, ordenamos a nossa mente, disciplinamos a nossa vida racional e emocional e organizamos as nossas idéias e conhecimentos, conquistamos também a paz espiritual indispensável nos instantes atuais, e ficamos bem internamente e em torno de nós, no ambiente vivido diariamente.
Com a paciência, sobremaneira na hora da dor e dos contrários da vida, controlamos os nossos desejos, anseios e paixões, dominamos as nossas aflições, pânicos e desesperos, administramos melhor o nosso corpo e a nossa alma, e regularizamos bem as nossas atividades dentro de casa e nas circunstâncias de trabalho, ou ainda nas situações de conflito na família ou nas adversidades na rua e no supermercado.
Ser paciente nos ajuda a regulamentar o equilíbrio e o bom-senso com que devemos gerenciar todas as coisas.
Com o movimento constante no dia a dia, realizamos maravilhosamente os nossos desejos e satisfazemos bem as nossas necessidades, trabalhamos com mais alegria e fazemos bem todas as coisas, nos animamos para os nossos exercícios cotidianos seja trabalhando, estudando, arrumando o apartamento, fazendo compras no shopping do bairro, almoçando no restaurante da esquina, ou indo à praia e ao cinema com a nossa namorada, ou mesmo passeando com os amigos em alguma viagem ao interior do Brasil.
Assim vivem as tartarugas.
Em seu vai e vem diário e noturno das areias da praia para as águas do oceano, e vice-versa, elas experimentam o silêncio de quem observa atentamente a realidade a sua volta, a paciência de quem caminhando devagar sabe bem o que está fazendo e o movimento permanente de quem gosta de viver e fazer da vida uma dinâmica nômade onde as mudanças são necessárias para sair da rotina e a mobilidade é indispensável para se fugir da paralisia de quem já desistiu da vida e transforma a sua cultura de morte no sentido de sua experiência de todos os dias.
Por isso, as tartarugas vivem muitos anos.
Sua existência tem qualidade de vida.
Sua experiência tem a sabedoria do tempo.
Seu caminhar tem a perfeição da eternidade.
Tal a Pedagogia das Tartarugas.
Indispensável nos dias de hoje.
Necessária diante da confusão e do barulho dos campos e das cidades.
Vital para quem deseja ser livre com os seus e feliz cotidianamente.
Sejamos pois como as tartarugas.
Que assim se protegem contra os perigos do mundo e se defendem das ameaças da sociedade moderna.
As tartarugas na verdade têm o senso de Deus.
Parecem divinas na sua caminhada de todos os dias.
Caminham em silêncio e pacientemente.
Que bacana o mundo das tartarugas!
Com elas, temos muito que aprender.
Aprender a viver.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Madrugada

Madrugada

1

Paulo e Raquel nesse momento se encontram no Hotel Amazonas, em Belo Horizonte, já quase 10 horas da noite.
Vão entrar na madrugada do amor.
Realmente, o amor é da madrugada; nela a eternidade vira um sonho azul-dourado; com ela os tempos são infinitos e os espaços bastante duradouros; por ela os casais dão a vida, namoram e paqueram sem parar, descobrindo o sexo mais quente e mais louco, mais desejoso e apaixonado; sem ela, o crepúsculo dos deuses, a cor mais bonita da existência, o doce de chocolate mais delicioso da humanidade, o delírio dos amantes, a loucura dos apaixonados, o fogo mais quente do Sol, a luz mais clara da lua, o paraíso das estrelas, o céu das flores e dos frutos proibidos da noite escura, o canto dos pássaros azuis e o perfume das rosas vermelhas, a verdade do macho e da fêmea, o farol da liberdade humana, a casa da felicidade natural, o momento das coisas em ordem, o lugar dos fogos e dos desejos mais vivos, o alimento dos sonhadores, a saúde dos que dormem, o bem-estar dos que ali trabalham, o verde da esperança dos que acreditam na realidade de seus anseios, a confiança dos que se amam, a fé dos otimistas e dos positivamente de bem com a vida, a alegria das boas coisas da vida, a paz em forma de silêncio, o bem que é bom... Sem ela, a vida perde o sentido e a existência a sua razão de ser.
Madrugada do Amor.
Paulo Roberto e Raquel de Oliveira se amam, se encaixam, se completam, se realizam, se satisfazem.
Ali, na Capital de Minas Gerais, fazem o lanche da madrugada, carregado com vinhos de Portugal e biscoitos salgados da Itália, recheados com um guaraná brasileiro de vez em quando e doces de coco para colorir o sabor do manjar dos amados e das amantes, que se juntam e se unem, se acasalam e se casam, para depois, ao despertar do amanhecer, cada qual voltar para seus compromissos diários e responsabilidades cotidianas, sublimando assim a perfeição do amor e a excelência do sexo, dons do Criador às suas criaturas, talentos e carismas do Autor da Vida àqueles e àquelas que se amam apaixonada e loucamente pelas madrugadas quentes incendiadas pelos desejos das paixões, aquecidas pelo pau no canal, abrasadas pelo ferro no buraco, acaloradas pela bengala na caverna e fermentadas e temperadas pelo canhão no caixote.
Madrugada de Fogo.

2

Nessa madrugada linda dos amantes delirantes, perto das 10 da noite do dia 29 de Janeiro de 2009, quando se iniciou o encontro dos desejos, às portas do Carnaval, na Cidade de Minas, dentro do Hotel, quinta-feira, Paulo Roberto Vieira Júnior, 37 anos, engenheiro civil, e Raquel de Oliveira Mattos de Albuquerque, mais nova, 32 anos, professora de literatura brasileira, travaram então, entre pausas e silêncios alternados, um bate-papo informal, um diálogo livre de censuras prévias e ausente de fechaduras rotineiras e prisioneiras, um debate aberto e liberto de preconceitos, renovado por suas palavras criadoras e seus discursos ricos de beleza interior.
Paulo Júnior tomou a iniciativa e disse: “Minha flor, já são meia-noite e meia, e a madrugada vai esquentar para nós dois. Você hoje está linda, bela como sempre. Vamos tomar um banho juntos ?” Raquel de Albuquerque sorriu, e disse “sim” ao amante apaixonado. Foi um banho de luz regado com folhas de ouro e sabonetes de prata, de perfumes odorizantes e refrescantes e águas finas, genuínas e cristalinas, dentro de uma banheira rosada refletindo o Sol da madrugada que então iria acontecer para os dois namorados eternos, cheios de amor pra dar, com vontade de interagir em felicidade e compartilhar simultaneamente sua liberdade de fogo, repartindo ali e agora entre si o mesmo amor que os une, o mesmo desejo que produzem, a mesma loucura que geram e a mesma paixão que liberam mutuamente.

3

“A Madrugada promete” falou Raquel, depois do banho de rosas e perfumes, dirigindo-se a Paulo que, sentado no sofá vermelho da sala, olhou para ela santamente, com toda sua imaculada pureza interior, o que deixou Raquel desejosa, cheia de tesão e de paixão, querendo logo se entregar ao corpo do seu amado que explodia de calor, estourava de desejo, e implodia de loucura de amor.
E não demorou.
Eram 1 hora e dezessete minutos da madrugada quando ambos, Paulo e Raquel foram para a cama quente de amor, dirigindo-se para o quarto à frente da sala, entregando-se então um ao outro, amando-se reciprocamente, sexualizando seus corpos santos e almas de fogo, ardendo juntos na mesma oferta de amor, servindo-se em um incêndio de brasas de pau duro pegando fogo e de útero como buraco quente pleno de sexualismo solar, onde o calor era mais quente que o fogo, o fogão se acendia esquentando o ambiente físico, mental e espiritual, tornando o lugar ali uma fornalha de amor, um inferno do amor de Deus em módulos humanos e naturais.
Madrugada santa e de brasas ardentes.

4

Às 2h09min45seg, Paulo e Raquel eram duas brasas quentes de fogo de amor.
Na cama do hotel, o casal metia sem meter de tanto foder, fodia sem foder de tanto meter.
Como se amavam!
Amor louco e apaixonado, cheio de fogo e desejo, tesão e tentação, ambos malucos de tanto amar e sexualizar.
O Sexo então estava doido.
Ambos, Paulo da Brasa da Paixão, e Raquel, da Brasa do Desejo, vieram à Belo Horizonte para ali passar o Carnaval de Fevereiro de 2009, provenientes do Triângulo Mineiro, Ele, de Uberaba. e ela, de Uberlândia.
Nesse instante, pararam a relação sexual para tomar uma água e um cafezinho, mas depois retornaram.
Queriam meter toda a madrugada.
Ele, o Tesão de Raquel, e ela, a Tentação de Paulo.
Ele, a Paixão dela, e ela, o desejo dele.
Ela, a sua loucura de amor, e ele, o Canhão dela.
E seguiram na lei do encaixe, trepando a madrugada adentro, metendo loucamente e fodendo apaixonadamente, transformando a suíte do hotel em uma verdadeira escola de samba sexual, cujo carnaval de amor subia os mais altos níveis de temperatura de verão, e os mais altos graus de calor sexual, e os mais altos índices de incêndio infernal, tudo certamente aprovado pela lei natural, fruto do Amor de Deus.

5

Por volta das 3 da madrugada, o telefone do quarto tocou, e receberam o aviso de que estava subindo mais um kit de lanche completo, enriquecido com Fogo Paulista e Conhaque de Alcatrão de São João da Barra, alguns salgadinhos e sobremesa de salada de frutas.
E, com o fogo do amor sexual aceso, bem temperado e bem fermentado, explodindo de desejos e paixões, seguiram no relacionamento amoroso, beijando-se com calor e abraçando-se loucamente, o tesão metendo na tentação, o desejo fodendo com a paixão, em um ambiente tranqüilo de quem se ama e em um clima calmo de quem tem a garantia segura de que sabiam o que estavam fazendo.
E o sexo continuava.
De repente, pausaram a relação quente.
Deitaram-se lado a lado, e conversavam sobre os problemas do dia a dia, os trabalhos que empreendiam, seus esforços por melhorar e subir na vida, seus empenhos e lutas por crescer, progredir e evoluir social, econômica e politicamente, dentro e fora de casa, na família e na rua, no emprego e na empresa em que exerciam suas atividades comerciais, pois ambos apesar de profissionais liberais, ele engenheiro e ela professora, eram comerciantes, cumpriam obrigações de compra e venda de seus produtos empresariais.
Paulo e Raquel consideravam a madrugada excelente momento para colocar as coisas em dia, os assuntos em ordem, a agenda mais equilibrada e organizada, a mente mais sadia, o corpo mais santo, e a alma e o espírito mais positivos e otimistas, de bem com a vida, na paz do silêncio que os envolvia, e no bem do amor que ali naquele momento praticavam, em circunstâncias loucas e quentes, em situação tal antecipadora do Carnaval que estava chegando.
E se amaram uma vez mais e melhor.

6

No meio da madrugada, às 3h51min, respirando amor e sexo louco e apaixonado, Paulo e Raquel refletiam sobre a origem do sexo, de onde ele viria, aonde os levaria, qual o seu sentido e significado, diante da beleza da mulher e da coragem do homem em assumir comprometidos e responsavelmente um relacionamento sério e sincero, cujos frutos, efeitos e conseqüências obviamente seriam a felicidade do casal(o prazer sexual), a geração de uma família(queriam uns dois filhos pelo menos) e a continuidade da espécie humana, graças é claro à atividade sexual existente e insistente entre o homem e a mulher que se amam, produto impecável do grande amor de Deus por suas criaturas tão amadas.
Enquanto a reflexão cordial, racional e sentimental se desenrolava na cama de fogo e desejo do casal amante e amado, ambos retornavam à prática sexual, indo ao auge da sexualidade humana e natural, atingindo então o máximo de prazer e orgasmo, chocando-se com os limites do desejo e da paixão, enlouquecidos pelo ato sexual, malucos de tanto meter e foder.
Era uma madrugada diferente, especial para os dois que se amavam de verdade, surpreendente para os seus desejos loucos e original para a sua paixão amorosa.
Santa Madrugada do Amor.
Como Deus, o Senhor, devia estar feliz e contente nessa hora com as suas criaturas que ali manifestavam a ordem da natureza e a lei da criação, e o direito do universo, os quais Ele, o Senhor dos senhores e Deus dos deuses, criara para a felicidade eterna de seus filhos e filhas que se amam.

7

Estava quase terminando a madrugada.
E às 4h37min53seg, ambos, Paulo Roberto e Raquel de Oliveira foram à exaustão, cansados de tanto amar, fatigados com tanto tesão, desejo, fogo e paixão, e esgotados por tanto meter e foder na loucura da maluquice do amor.
Decidiram então tomar mais um banho juntos, a fim de aliviar as tensões resultantes, libertar as prisões conseqüentes e renovar suas forças internas e externas agora enfraquecidas e já titubiantes, de modo a amanhecerem energizados, animados e motivados, em função de que dariam seguimento ao seu dia, talvez o dia mais feliz de suas vidas.
Sim, o amor é assim.
Ele é tesão que enlouquece e ao mesmo tempo a paz que enriquece.
Ele é o desejo mais puro e a paixão mais bela.
Ele, uma realidade sem sonhos.
Um fogo que queima pra valer.
O Fogão em pessoa.
O Incêndio mais quente.
As Brasas mais ardentes.
O Sol da Vida que tudo cria, tudo renova, tudo possibilita, tudo desenvolve.
De fato, o mais importante é o amor.

8

Já amanhecendo, às 5 e meia, Paulo do Fogo e Raquel da Paixão, adormeceram, dormindo o sono dos justos, descansando o amor que trabalharam e repousando seus corpos e suas almas, fazendo a necessária terapia do sono, que acalma o nosso espírito e tranqüiliza a nossa existência. Nos dá saúde física e mental, e nos oferece bem-estar material e espiritual.
E amanheceu o dia seguinte.
O Dia feliz.
O Dia da Liberdade.
O Dia de Deus.
Fruto de uma Madrugada de Amor.
Conseqüência de um Sexo de Amor.
Efeito positivo do bem que é a paixão e da paz derivada do amor.
Parabéns, Paulo e Raquel!
Vocês salvaram a vida mais uma vez.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

EaD

EaD
Ensino a Distância

Uma oportunidade para todos
Uma alternativa para muitos
Uma necessidade para alguns

A Problemática Educacional real e atual brasileira e a emergência do EaD no tempo e na história das práticas pedagógicas em vigor neste país como solução urgente para as dificuldades de aprendizagem por parte da maioria de nossos estudantes

A crescente crise das aulas presenciais no contexto do ensino universitário no Brasil faz soar bem alto os problemas reais e atuais da Educação Brasileira contemporânea, para os quais contribuem efetivamente as mudanças velozes e repentinas de nossas sociedades, as contrariedades econômicas e financeiras de muitos grupos e indivíduos, a exclusão social e a marginalização política de grande parte dos estudantes ativos, o ativismo descontrolado e a cultura do descartável de grandes massas de populações, submetidas ao desequilíbrio moral e espiritual de seus líderes, partidos e elites, o que reflete profundamente nas orientações pedagógicas que todos os Profissionais da Educação anseiam por direcionar aos seus colegas de trabalho, funcionários de instituições públicas e privadas e é claro os alunos e alunas dos cursos superiores do Brasil.
Esses antagonismos culturais da sociedade brasileira e a necessidade de um novo e diferente olhar pedagógico sobre as questões educacionais e suas interrogações mais agudas entre outros sintomas de dificuldade nessa área fez surgir, como uma indispensável alternativa para o Brasil, o EaD, que não deve é óbvio substituir a presença do estudante em sala de aula todavia complementar os seus conhecimentos até então adquiridos, enriquecer as suas idéias e seus conteúdos carregados de repertório cultural e aperfeiçoar os modelos pedagógicos que no momento presente tratam desse assunto a nós peculiar.
Muitas vantagens encontramos no EaD tais como a autonomia do aluno, a liberdade de opções, a elevação de sua auto-estima, o seu esforço de superação tendo em vista metas e resultados a serem alcançados, a sua livre iniciativa em dirigir o seu próprio curso de capacitação profissional ou de graduação universitária, a alternativa de tempo e lugar para estudar, sem esquecer o compromisso social que deve ter com as regras do ensino e as normas da universidade às quais precisa obedecer se é que aspira por chegar ao fim da caminhada.
Sinceramente, não vejo débitos ou prejuízos para quem escolhe o EaD.
Parece até que a Didática fica mais inteligente, a programação das aulas mais racional, o exame das matérias e disciplinas disponíveis mais equilibrado.
Creio que o EaD é e será daqui por diante um imenso crédito para o Brasil.
Créditos como uma Pedagogia mais realista e atualizada para a Educação Brasileira, a conscientização do povo brasileiro para a importância do ensino online e via internet, a libertação de preconceitos culturais em relação às urgentes necessidades de renovação de nossos modelos educacionais, o discernimento das diferentes práticas pedagógicas, o progresso do país nesse setor ainda tão carente de verbas e recursos financeiros, a qualificação das aulas ministradas pelos professores, a dignificação do magistério e demais profissionais ligados a esse campo, a melhoria das condições e relações trabalhistas entre patrões e empregados, o maior desempenho dos estudantes na sociedade, o bom relacionamento social e familiar da parte dos envolvidos, e o ótimo comportamento ético e espiritual que se pode esperar de todos.
Certamente, o EaD vai dar certo no Brasil, como vem acontecendo em outras nações no mundo inteiro.
Somente a sabedoria do tempo mostrará para nós a verdadeira identidade do EaD no Brasil.
Enquanto isso, vamos lutando para que a Educação Brasileira nessa área tenha já os razoáveis e positivos resultados esperados.
Sem batalha, não se vence a guerra.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Em busca da Essência

Em busca da Essência

O Controle do Aparente impossibilita o Oculto

Vivemos de diferenças.
As diferenças mantêm relações.
As relações possibilitam a comunhão.
A comunhão leva à participação.
A participação produz a interatividade.
A interatividade conduz ao compartilhamento.
O Compartilhar gera a solidariedade.
É preciso tirar as cascas, para conhecer a doçura do abacaxi ou a gostosura da melancia.
Urge ficar sem as roupas, para vislumbrar a beleza da nossa nudez.
É necessário ignorar as aparências, para mergulhar na profundidade da essência.
É imprescindível fugir das exterioridades, para invadir a riqueza de nossa interioridade.
Assim é a vida.
Porque a beleza é interior, ultrapassa o aparente.
Porque a essência é a mais importante, embora tenhamos necessidade do corpo, das roupas e dos sapatos, da moda e do dinheiro, da política e do conhecimento, da filosofia e da ciência, da arte e da música.
Quero a substância de um maracujá, e não me preocuppo com suas cascas sem cheiro ou suas roupagens sem odor.
Quero o fundo de uma música, e não me ocupo muito com a letra do samba ou as palavras do jazz, ou os símbolos de uma orquestra ou as imagens do piano.
Anseio pelo mais profundo da alma, que me acalma espiritualmente, tranquiliza a minha consciência e faz repousar o meu corpo e a minha mente.
Desejo a paz do espírito, que ilumina minha inteligência, refaz as minhas forças e levanta as minhas energias, fortifica os meus ânimos e torna firme a minha esperança.
Vivemos em busca da Essência da realidade, do sentido das coisas, da razão da natureza e do universo, do significado dos seres e dos objetos que compõem a criação.
Por que se apegar ao aparente, se o mais fundo da vida está na vida interior ?
Por que depender do exterior, se a essência é a profundidade da consciência ?
Por que se aprisionar em sensibilidades, se o sucesso está na inteligência e o segredo da vida é mergulhar na imensidão dos mares e na gigantesca tsunâmi dos oceanos ?
Por que se deixar escravizar pela moda e o dinheiro, as ideologias e os partidos políticos, as normas sem disciplina e as regras sem organização, se a sociedade gosta da ordem e do respeito, da boa educação e do direito, da justiça e da verdade, da transparência e da autenticidade ?
A Vida é processo, dinâmica, mobilidade, o movimento em busca da Essência.
Se estamos vivendo a interioridade, a aparência é supérflua e contingente, um mero acidente de passagem, que vai e não volta mais, em favor das coisas absolutas e necessárias, ainda que as relatividades sejam importantes, o transitório seja cabível e o descartável algo de que fazemos uso sem nos deixar permanecer nele.
O Oculto grita mais aos nossos ouvidos internos.
A Essência fala mais alto.
A Substância é mais pacífica e repousante.
A Profundidade é mais calma e tranquila.
A Interioridade é o segredo do sucesso.
Por tudo isso, vale o sacrifício pela vida interior.
Tem mais sentido.
Mais razão de ser.
É mais fundamental.
É mais real e atual.
As aparências passam.
São descartáveis.
São provisórias.
Vão e não voltam mais.
A Essência fica.
Permanece.
É Eterna.
Absoluta.
Absolutamente necessária.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dialética

A Vida é uma Dialética

Muitas vezes em nossa vida diária através de uma idéia que surge em nossa mente construímos um mundo de possibilidades para a nossa existência, criamos novas realidades e diferentes experiências, produzimos ricos conteúdos de conhecimento de qualidade, como em um processo TESE – ANTÍTESE – SÍNTESE, que denominamos de movimento dialético, onde um fenômeno que acontece no cotidiano é contraposto por outro, e este por sua vez sofre uma diversa contradição gerando então um fenômeno agora transformado, resumo dos contrários que o antecederam, produto das adversidades que o geraram.
Assim é a vida de cada dia e de cada noite.
Vivemos por meio de contradições, que se guerreiam umas com as outras, gerando novos contrários e diferentes realidades contraditórias cuja síntese é um perfeito universo de experiências que tendem para o bem que fazemos e para a paz que vivemos, visto que a nossa natureza é boa originalmente, porque vem de Deus, e tudo o que ela cria e propaga caminha para a nossa felicidade e bem-estar, desenvolvendo em nós, de nós e para nós, e por nós, a boa liberdade que se identifica com o direito e o respeito vividos, a responsabilidade em nossas atitudes e relacionamentos, o juízo e o bom-senso em nossas atividades, o nosso equilíbrio mental e emocional, o controle da nossa cabeça e o domínio de nós mesmos..
Portanto, através de contradições sempre novas e diferentes vamos construindo a vida, articulando outras realidades e condicionando diversas experiências fecundas e profundas, sempre nesse processo dialético em que uma palavra produz palavras que se contrariam que por seu lado geram outras palavras que se contradizem, permitindo ao final a síntese de uma ótima ideologia transformadora, que então modifica para melhor os nossos ambientes de vida, metamorfoseando o nosso cotidiano, dando-nos pois a possibilidade de uma vivência mais ordeira e pacífica, mais fraterna e solidária, mais livre e feliz, mais saudável e agradável.
Viver portanto é contradizer e contradizer-se, o que nos propicia novas atitudes perante a realidade, diferentes olhares sobre o cotidiano, outras posturas sociais diante dos problemas, gerando-nos uma vida de possibilidades múltiplas e de alternativas diversas, mais rica em conteúdo e mais perfeita na sua experiência de cada instante.
Somos dialéticos.
Por meio da dialética, o mundo se desenvolve, a vida se processa, a realidade progride, o ambiente evolui, e crescem as nossas melhorias sempre mais abertas e libertas, renovadas e restauradas, recuperadas e regeneradas, em um movimento perene de grandes descobertas que se concretizam e de gigantescas revelações que nos surpreendem a todo momento.
Dialetizando, a vida se constrói.
Ficamos mais ricos.
Nos tornamos mais perfeitos.
Aumenta a nossa qualidade de existência.
Superamos limites.
Ultrapassamos obstáculos.
Transcendemos as barreiras dos preconceitos mentais e das superstições religiosas.
Vivemos então a excelência de uma realidade humana, naturalmente constituída e culturalmente desenvolvida.
Metamorfoseamos assim as nossas experiências e situações diurnas e noturnas.
Nos transformamos para melhor.
De bem com a vida e em paz conosco mesmo, vamos gerando novas dialéticas e fazendo das contradições presentes que aqui e agora se processam pontes para a felicidade, ferramentas de renovação interior e exterior e instrumentos de libertação material e espiritual, física e mental.
Que Deus abençoe pois as nossas dialéticas cotidianas.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Política

A Política da Vida

Ser político hoje em dia não é privilégio de algumas pessoas com certas ideologias na cabeça, ou de partidos com suas teorias e representações parciais e relativas, ou certos grupos e indivíduos com diferentes interesses entre si, ou variadas intenções com conteúdos divergentes, ou valores, virtudes e vivências manipuladores de opiniões, exploradores de diversas idéias e monopolizadores de assembléias legislativas e senados federais ou mesmo câmara de vereadores, sempre ao lado e fazendo o jogo político de prefeitos e governadores e até do presidente da república, ou ainda contrariando suas posições ideológicas e suas posturas políticas.
Também nós no momento presente da história real da humanidade podemos ser políticos ou fazer política, tomando iniciativas em prol do bem-comum da sociedade, procurando o bem de todos e de cada um, buscando a paz, a ordem e a concórdia entre as comunidades eleitoras de seus representantes na política partidária.
Ao defender os pobres e menos favorecidos e seus direitos civis e deveres e obrigações físicas ou jurídicas, ou ao promover boas e melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação, lazer e transporte, cultura e esporte, ou ajudando em mutirões na construção de casas e imóveis para os trabalhadores, ou articulando uma nova e diferente economia de mercado sob as mãos ou não do Estado, ou do Município ou da Federação, ou lutando por mais emprego, mais moradia, infraestrutura de saneamento básico – como água e esgoto, luz e gás - para a população em geral, ou produzindo leis que dirijam os destinos da nação, ou julgando conflitos e tomando decisões ou decretando sentenças favoráveis a quem a justiça e o direito devem realmente beneficiar, ou executando tarefas e trabalhos, empenhos e esforços para a saúde e o bem-estar do povo e suas sociedades e demais comunidades, coletividades e pessoas que mereçam usufruir dos beneplácitos do Poder Público, ou toda vez que decidirmos ajudar alguém a melhorar de vida emergindo-o da pobreza para uma boa qualidade de vida e emancipando-o da miséria onde se instalava para uma outra e ótima expectativa de existência em que seus desejos sejam satisfeitos plenamente e suas necessidades realizadas integralmente, enfim, nessas situações diferentes e circunstâncias favoráveis ou não estaremos certamente sendo políticos ou fazendo política.
Sou político sempre que ajudo uma pessoa a melhorar de vida.
Faço política toda vez que procuro não só o bem de mim mesmo como ainda o bem dos outros.
Com a política e os políticos, todos crescem, progridem e evoluem.
Todos ganham e ninguém perde.
Todos vencem e ninguém é derrotado.
Que grandeza ser político!
Que alteza fazer política!
Política, a meu ver, é a arte das artes.
A Ciência mais importante.
A Ética mais interessante.
Podemos concluir com toda certeza que a partir do que vimos acima Deus, o Senhor, é o maior e melhor político de todos.
A Política não é só humana porém é divina também.
Não só as criaturas todavia até o Criador, Autor da Vida, é político igualmente.
Sua política é o amor, a fraternidade entre as pessoas e a solidariedade entre os povos.
Sua política é a generosidade gratuita.
Sua política é criar amigos que façam o bem e vivam a paz.
A Paz é a ordem.
O Bem é a Justiça.
Isso é Deus.
Isso é ser político.
Isso é fazer política.